Resenha: Nildrien – O pergaminho (Manoel Batista)

Nildrien - O Pergaminho

Livro: Nildrien – O pergaminho ♥ Autor: Manoel Batista

Editora: Talentos da Literatura Brasileira ♥ Páginas: 588 ♥ Ano: 2015 ♥ Nota: 4/5 + ♥

Sinopse: Em um mundo de fantasia medieval, o despertar de uma poderosa energia em uma caverna milenar e remota faz com que os mais poderosos reinos de Nildrien se mobilizem para conseguir o artefato portador do poder: um antigo pergaminho criado pelo maior de todos os magos, contendo feitiços capazes de afetar o equilíbrio mundial. Sem poder enviar seus mais experientes e poderosos membros, resta às forças de reinos aliados formarem um grupo de jovens aventureiros para enviá-los ao maior desafio de suas vidas: uma aventura entre guerreiros, magos e monstros que dividem um cenário onde o fantástico e a magia se mostram mais presentes do que nunca. Uma jornada que mudará para sempre a vida desses jovens, repleta de drama, ação e humor.

Nildrien – O pergaminho é o primeiro livro de uma trilogia de fantasia épica medieval. Com um enredo complexo, repleto de personagens cativantes, cenas de ação incríveis e uma narrativa bem construída, se tornou um dos meus livros de fantasia favoritos.

O livro começa com a apresentação de diversos personagens cujo destino ao longo das páginas irá se cruzar. Isto ocorre, quando uma energia poderosíssima começa a emanar da Caverna Antiga, um lugar milenar repleto de perigos. Tal energia irá despertar o interesse de diversos reinos de Nildrien, que iniciarão uma busca pelo artefato que emana tamanho poder: O pergaminho escrito pelo maior mago de Nildrien há mais de mil anos. Com a possibilidade de conseguir além de magias inimagináveis, conhecimentos que decorrem de milênios, o reino das trevas, Asenhar inicia uma busca até o local.

Para impedi-los, o reino de Nalim monta sua própria equipe de busca, formada por quinze jovens amadores do reino e de fora deste. Cada um com peculiaridades; esses jovens são guerreiros, lutadores, magos, feiticeiros, paladinos e clérigos. São meio-dragões, meio-elfos, meio-demônios, e seguem a diversos deuses, como o da Luz, do Amor, e da Justiça. Uma história cheia de aventuras, que traz superação, esperança, fé, a força da amizade e o amadurecimento.

O livro é narrado em terceira pessoa e possui compartilhamento de perspectivas, ou seja, os pontos de vista da narrativa são alternados entre os personagens. A escrita do autor é bem descritiva, o que fez com que eu pudesse montar um verdadeiro quadro na minha cabeça e imaginar de forma muito real Nildrien. Dois pontos me incomodaram no livro. Primeiro foram alguns diálogos, em que foram usadas expressões muito características do século XXI, quando o livro se passa em uma época muito remota. E o segundo, é que em alguns momentos o livro ficou um pouco arrastado, especialmente no início.

E por que, ainda assim eu o favoritei? Porque eu me apaixonei perdidamente pelo universo de Nildrien. Depois que peguei o ritmo de leitura o livro fluiu de tal forma que eu não queria parar. Achei incrível o universo que o autor criou, algo totalmente diferente do que já vi. A variedade de criaturas, a mitologia, o cenário, tudo me cativou. Além disso, os personagens pra mim foram o ponto alto. O autor soube muito bem como trabalhar cada um deles, explorando seus pontos fortes e ao longo do enredo amadurecendo os pontos fracos.

Não é possível falar de todos os personagens, mas irei dar um destaque aos meus favoritos (isso incluiu protagonistas e antagonistas): Kylet (Paladino da Luz), Lóris (Princesa de Skyllus), Nayhan (Guerreiro de fogo), Josh Asenhar (Príncipe das trevas) e Reks (Discípulo de Haoru). Foram personagens que me cativaram, devido às suas histórias e suas atitudes. Porém, como eu disse, todos os personagens foram de grande importância para a história.

A edição do livro está maravilhosa, a começar por essa capa. Acho que ela combina super bem, principalmente por conter o símbolo da proporção áurea. Encontrei poucos erros de revisão, as folhas são amareladas e grossas e com bom espaçamento. Se depois de tudo isso ainda não os convenci, só me resta dizer: Se vocês gostam de fantasia e querem conhecer um livro incrível, leiam Nildrien. Acredito que o autor tem grande potencial para aperfeiçoar ainda mais a história nos próximos volumes, que eu com certeza irei ler.

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2 comentários sobre “Resenha: Nildrien – O pergaminho (Manoel Batista)

  1. Nildrien - O Pergaminho disse:

    Muito obrigado por todas as palavras, trabalho e carinho para com Nildrien. Muito bom saber que você gostou e desde já eu e todos os personagens te esperamos para a sequência ;)!!!

    Curtido por 1 pessoa

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